Caracterizações da soma direta
Sejam \(S_1,S_2\) subespaços de \(V\). São equivalentes:
\(V = S_1\oplus S_2\);
todo \(v\in V\) se escreve de uma única maneira como \(v = s_1+s_2\), com \(s_1\in S_1\) e \(s_2\in S_2\);
\(V = S_1+S_2\), e \(s_1+s_2 = 0\) com \(s_i\in S_i\) implica \(s_1 = s_2 = 0\).
\(\R^2 = S_1\oplus S_2\) com duas retas quaisquer (não necessariamente perpendiculares). Por \(v\) traçam-se paralelas às duas retas; os cortes dão \(s_1\) e \(s_2\), e só há uma maneira de fazê-lo. As componentes \(\pi_1(v)\) e \(\pi_2(v)\) dependem das duas retas: mudando \(S_2\), muda também \(\pi_1(v)\).
Demonstração
(a)\(\Rightarrow\)(b). A existência é \(V = S_1+S_2\). Se \(s_1+s_2 = t_1+t_2\), então \[s_1-t_1 = t_2-s_2.\] O lado esquerdo está em \(S_1\) e o direito em \(S_2\); logo os dois estão em \(S_1\cap S_2 = \{0\}\), e \(s_1 = t_1\), \(s_2 = t_2\).
(b)\(\Rightarrow\)(c). \(0 = 0+0\) é uma decomposição de \(0\); pela unicidade, é a única.
(c)\(\Rightarrow\)(a). Se \(v\in S_1\cap S_2\), então \(v+(-v) = 0\) com \(v\in S_1\) e \(-v\in S_2\); por (c), \(v = 0\).
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\begin{cartao}
\emph{Sejam $S_1,S_2$ subespaços de $V$. São
equivalentes:}
\begin{enumerate}[label=(\alph*),leftmargin=1.8em,itemsep=0.2em]
\item \emph{$V = S_1\oplus S_2$;}
\item \emph{todo $v\in V$ se escreve de \emph{uma única} maneira como $v = s_1+s_2$, com
$s_1\in S_1$ e $s_2\in S_2$;}
\item \emph{$V = S_1+S_2$, e $s_1+s_2 = 0$ com $s_i\in S_i$ implica $s_1 = s_2 = 0$.}
\end{enumerate}
\begin{center}
\begin{tikzpicture}[scale=1,every node/.style={scale=1}]
\draw[eixo] (-2.6,0)--(3.6,0);
\draw[eixo] (0,-1.3)--(0,2.9);
\draw[Fazul,line width=1.3pt] (-2.5,-0.625)--(3.5,0.875);
\draw[Flaranja,line width=1.3pt] (-0.65,-1.3)--(1.45,2.9);
\node[cxs,Fazul,anchor=north west] at (3.1,0.7) {$S_1$};
\node[cxs,Flaranja,anchor=south east] at (1.4,2.8) {$S_2$};
\fill[Frosa] (3,2.5) circle (2.4pt);
\node[cxs,Frosa,anchor=west] at (3.1,2.55) {$v$};
\draw[tr] (3,2.5)--(2,0.5);
\draw[tr] (3,2.5)--(1,2);
\draw[vet,Fazul] (0,0)--(2,0.5);
\draw[vet,Flaranja] (0,0)--(1,2);
\node[cxs,Fazul,anchor=north west] at (2.1,0.35) {$s_1 = \pi_1(v)$};
\node[cxs,Flaranja,anchor=east] at (0.45,1.15) {$s_2 = \pi_2(v)$};
\fill[black] (0,0) circle (1.8pt);
\end{tikzpicture}
\end{center}
{\footnotesize\itshape $\R^2 = S_1\oplus S_2$ com duas retas quaisquer (não
necessariamente perpendiculares). Por $v$ traçam-se paralelas às duas retas; os cortes
dão $s_1$ e $s_2$, e só há uma maneira de fazê-lo. As componentes $\pi_1(v)$ e $\pi_2(v)$
dependem das \emph{duas} retas: mudando $S_2$, muda também $\pi_1(v)$.\par}
\begin{demonstracao}
(a)$\Rightarrow$(b). A existência é $V = S_1+S_2$. Se $s_1+s_2 = t_1+t_2$, então
\[s_1-t_1 = t_2-s_2.\]
O lado esquerdo está em $S_1$ e o direito em $S_2$; logo os dois estão em
$S_1\cap S_2 = \{0\}$, e $s_1 = t_1$, $s_2 = t_2$.
(b)$\Rightarrow$(c). $0 = 0+0$ é uma decomposição de $0$; pela unicidade, é a única.
(c)$\Rightarrow$(a). Se $v\in S_1\cap S_2$, então $v+(-v) = 0$ com $v\in S_1$ e
$-v\in S_2$; por (c), $v = 0$.
\end{demonstracao}
\end{cartao}